25 de fev. de 2015

:: Perfil :: Roberta Siqueira


:: Carbono 14 :: 
Nasceu em 03 de novembro de 68, na Vila Piloto da CESP e foi registrada em  Três Lagoas/MS, escorpiana com ascendente em escorpião.

:: Memória Corporal ::
Descendo a rua da ladeira só quem viu, é que pode contar ... (Sá Marina – Wilson Simonal), dizem seus pais, que nessa música ensaiou seus primeiros passos como dançarina da vida. Ouviu uma entrevista com Boby Macferry onde contou que aos 27 anos tinha absoluta certeza que ele era um cantor. Ela aos 46 anos só tem a certeza de que continua sendo uma dançarina da vida. Apaixonada pela MPB e pelo samba, herança deles, seus pais, que sempre incentivaram os seus movimentos no balé na escola, na academia, nos desfiles de moda, no Ginga... com muita história pra contar. Eles eram patrocinadores, locutores, emprestavam o carro (uma combi que só por deus, mas cabiam todos) e ainda sobrava um tempinho para ajudar a confeccionar a fantasia para o desfile de escola de samba. Na academia de dança começou aos 12 anos, no Dance Center Versatile, ingressou no Grupo Ginga (atual Ginga Cia de Dança) a convite do Chico que acreditou no potencial daquela menina de trancinha e óculos fundos de garrafa (como ele comenta que a conheceu), e que naquele ano, 86, tinha entrado, também, na faculdade de Administração. No Ginga conviveu com pessoas incríveis e algumas delas ainda estão ao seu lado, se for falar o nome de todos vai aí mais uma página. No Ginga era multi, além de bailarina corria atrás de patrocínio, e quando não eram suficientes faziam pedágio, ajudavam o Chico na produção e na divulgação dos espetáculos e tinham um lema escrito pela Lu Mamoré que estampavam em seus peitos: “Queremos ver a Dança valorizada em nosso País, como em nossos corações”. Todos tinham um amor e uma dedicação de se tirar o chapéu. Vejam só, também em 86 começou a trabalhar em banco, de lá ia para a faculdade e os demais integrantes do Grupo nesse período iniciavam a aula e a esperavam para ensaiar juntos. Faculdade de administração, trabalhando em banco, a dança era o ponto de equilíbrio. Outros rumos e deixou a dança cênica. Ela e Miriam uniram os desejos e se tornaram empresárias em 2000 quando inauguraram o Ofurô. Parar de dançar nem pensar... a Mi a apresentou as Danças Circulares Sagradas. Em 2010 pensaram porque não questionar, discutir e vivenciar o feminino de uma maneira tão apaixonante... dançando! Retomou a dança cênica em 2010 com o espetáculo “Maria, Madalena”, depois “Se você me olhasse nos olhos” em 2014, novamente pela Ginga (quanta honra) e Escalenas (2015). Agora mergulhada na dança e na produção, diz que ela, a Dança, virou desequilíbrio... muito bom!
  
:: Pedaço de papel importante pra sociedade ::
Graduada em Administração UNIDERP, 2000
Terapia Crânio-Sacral, 2004
Formação Danças Circulares Sagradas, 2008
Pós Graduada em Dança, 2010
Formação em Pilates, 2011
Aprofundamento Danças Circulares Sagradas, 2013

:: O ganha pão ::
Nas produções artísticas, como intérprete criadora e dando aulas de alongamento consciente e pilates. Pé lá na administração e pé cá na dança, e corpo e dança.

:: O que te move ::
Os trabalhos que vem desenvolvendo com pessoas muito especiais na Arado Cultural e no Conectivo Corpomancia, a vontade de aprender e de realizar, a família, as boas risadas com os velhos e novos amigos, viagens, as queridíssimas afilhadas Luisa e Clara, a música e a dança lógico.

:: No Conectivo ::
Na inscrição do espetáculo Maria, Madalena para o Festival de Inverno de Bonito, veio a pergunta: a qual grupo pertencem? ... nenhum ... desgarradas. A Fran pediu permissão aos integrantes para vinculá-lo ao repertório do Conectivo e lá estavam elas, acolhidas. Aí pensou, massa mas que responsa, porque eles são muito bons. E desde 2010  convive com essas pessoas especiais e acolhedoras  e que bom que pode aprender sempre com eles. Gratidão!

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